sábado, 23 de maio de 2015

Ajuste fiscal: governo petista trai o povo brasileiro

O “ajuste fiscal” é uma realidade. Quase R$70 bi retirados da economia para o superávit primário (em língua de gente: pagar juros a banqueiros).

Serão partilhados da seguinte maneira: bancos entram com R$ 3 bi (pagos a eles mesmos, veja que original), sendo que vão recuperar esse montante aumentando as já exorbitantes tarifas bancárias, as quais caberia ao governo regulamentar.

Por sua vez, os trabalhadores – que no Brasil são muito mais ricos do que banqueiros, como sabemos - entram com R$66,9 bi (só 23 vezes mais). O resultado será mais aumento de imposto, desemprego, falências, sucateamento ainda maior de Saúde, Educação e estradas federais.

Além disso, em mais uma demonstração da prioridade à Educação (afinal, esta é a Pátria Educadora) quase 20% do orçamento da área foram cortados, passando de R$48,8 bi para R$39,2 bi. Traduzindo o economês: vão acabar de sucatear as universidades federais, onde já anda faltando até papel higiênico, e os professores vão para o quinto ano sem aumento.

Já na Saúde, o corte será ainda maior - já que é área de excelência em nosso país -, reduzindo os R$103 bi originalmente orçados para R$91 bi agora. O resultado será o aumento do lucro das funerárias e dos planos de saúde mais picaretas.

Mas esses efeitos penosos do tal do ajuste são só para as pessoas comuns. Se você é um dos 39 ministros da Dilma, parlamentar, aspone do governo federal ou do Congresso ou atua nos altos escalões da Justiça (sic) não precisa se preocupar: além do salário de cinco dígitos que recebe, já há aumentos agendados. Afinal, dinheiro é o que não falta.

Não se pode, evidentemente, acusar o governo petista de Dilma de incoerência. Pois ela está fazendo exatamente aquilo que, na campanha, prometeu que Aécio e Marina fariam: tirar a comida da mesa do brasileiro para satisfazer a fome pecuniária de banqueiros.

Convém ter claro que, em termos de reflexos sociais, os efeitos do ajuste fiscal são parte de um processo que só começou, tendendo a se agravar com a efetividade do corte bilionário no Orçamento. Segundo os mais otimistas, os efeitos duram ao menos mais um ano e meio – porém, há os que predizem um efeito recessivo mais longo (mas a 2018 não chega, porque, sendo ano de eleição presidencial, tem o pacotão de bondades para enganar trouxas....).

O desemprego recorde de abril - o maior em 23 anos -, o número de pequenos comércios fechando e a quantidade visível de imóveis para alugar são apenas o primeiro indício concreto, pré-corte no Orçamento, de um cenário socioeconômico nada auspicioso para os trabalhadores e para a população brasileira em geral.

E depois de tudo isso ainda tem gente que jura que o PT é um partido de esquerda.

(Imagem retirada daqui)

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