terça-feira, 21 de maio de 2013

Corte de ponto de grevistas equipara PT e PSDB

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, dando sequência ao hábito petista de fazer exatamente o contrário do que promete em campanha, anunciou hoje que vai "cortar ponto" dos professores municipais em greve. O ex-ministro da Educação é mesmo um democrata, logo se vê.

Para quem não sabe, os professores paulistanos são ainda mais explorados do que seus pares na maioria dos estados do país - incluindo alguns incomparavelmente mais pobres - , recebendo um salário ridículo e trabalhando em condições precárias, além de inseguras.

Era de se esperar que o PT, partido surgido justamente do movimento grevista e da defesa do direito dos trabalhadores, ao menos reconhecesse o mérito das reivindicaçoes dos grevistas e o direito constitucional deles à greve.

Mas não: vê-se a mesma intransigência com que os partidos de direita tratam os movimentos trabalhistas e o pendor ao não-diálogo e à repressão tal como o governo federal fez com os professores federais, levando-os à greve e a prolongando desnecessariamente, por quatro longos meses, para prejuízo de alunos, professores, funcionários e pais.

Enquanto a administração municipal petista assim age, o governo Dilma, que fez toda uma campanha eleitoral criticando a privatização, privatiza o petróleo e cria meios de privatizar os portos, num estelionato eleitoral que, pelo bem da democracia, a Justiça Eleitoral deveria ter meios de coibir.

Não restam dúvidas de que o PT, através do Bolsa Família, demonstra uma atenção efetiva em erradicar a miséria, combater a pobrreza e renovar o quadro social brasileiro. Isso claramente o distingue do PSDB, cuja sensibilidade social é zero. Mas em termos de distância entre o apregoado em campanha e a conduta no governo os dois partidos são muito parecidos, e no modo truculento como tratam as justas reivindicações de trabalhadores sub-remunerados, também


Atualização: Não bastasse o tratamento truculento dispensado aos grevistas, a Prefeitura de São Paulo tem esbanjado o dinheiro público para divulgar repetidamente, na TV aberta, um comercial em que alega mentirosamente ter atendido às demandas dos professores e, como forma de confundir o telespectador, elenca números referentes aos aumentos de outros servidores. Espera-se que o Ministério Público atente para o truque.

Um comentário:

Anônimo disse...

Pois é.

Também escrevi algo sobre como esses partidos se parece, no caso foi sobre a censura em Belo Monte e na greve dos professores da rede estadual:

http://ousarlutar.blogspot.com.br/2013/05/censura-em-sao-paulo-e-em-belo-monte.html

Sturt Silva