quarta-feira, 29 de abril de 2015

O massacre contra os professores

Mais um espetáculo de covardia e desrespeito ao ser humano, desta vez protagonizado pela PM do Paraná, agredindo com extrema violência professores desarmados.

As imagens mostram dezenas de homens e mulheres banhados em sangue, com hematomas pelo corpo, alguns com feridas abertas, outros desmaiados.
O pior é que isso está longe de configurar novidade: nos últimos anos - um período de plena democracia, reza a lenda - tornou-se rotina a repressão violenta e desproporcional contra manifestantes pacíficos, que exerciam o direito constitucional ao protesto.
E por que os professores paranaenses apanham? Por se manifestarem contra a tentativa do governo de Beto Richa (PSDB) de usar a previdência dos aposentados com mais de 73 anos para pagar a dívida pública, em mais um caso flagrante de violação de direitos.

Antes que os fanáticos de lado a lado tentem partidarizar a violência, convém lembrar que, se um governo tucano é o carrasco de hoje, na semana passada esse papel foi do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT/GO), e sua Guarda Municipal- e em 2011 a (ir)responsabilidade foi de DIlma, no espancamento dos profesores ocorrido em frente ao MEC.


Além disso, nos últimos anos, no histórico do uso da violência contra manifestantes pacíficos, aparecem vários governantes desses dois partidos cada vez mais indistinguíveis entre si, farinha do mesmo saco.


Pátria Educadora?
Políticos só exaltam a Educação no momento de pedir votos. No resto do tempo, os professores são desprezados pelo poder, humilhados e mal pagos.

Agora, querem calá-los a ponta de baioneta. Haverá um limite para o autoritarismo e a falta de sensibilidade social dos atuais governantes brasileiros?

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